sábado, 29 de junho de 2013

Parece perseguição contra a Globo, e é mesmo!,

Sem ser saudosista, há motivos para que eu seja compelido a ir buscar no passado fatos, elementos e coisas quRosa, considerando as enormes dificuldades de adaptçãoe mostram as mudanças para pior. Hoje, para alavancar a audiência de suas novelas e séries humorísticas, algumas nada mais que PÉSSIMAS, a Globo é obrigada a jogar um programa de uma hora, contendo bajulações insuportáveis, o "Vídeo Show", para perguntar a cor da calcinha ou da cueca do personagem tal na cena xis. Lamentável mas indispensável! Antes a Globo trabalhava, em seu Departamento de Teledramaturgia, com nomes do porte de Paulo Gracindo, Cacilda Becker, Cleide Yaconis, Walmor Chagas, Tônia Carrero, Paulo Autran e verdadeiros ícones do cinema e do teatro brasileiros. Rostinhos bonitos e bundas fartas, não eram, absolutamente, condição para atingir o "estrelato" e a condição, histriônica em sua base, de "celebridade". Monstros sagrados como Aracy Balabanian, Juca de Oliveira, Chico Anysio, Gian-Francesco Guarnieri, Fernanda Montenegro, Flávio Migliaccio, Carlos Verezza, Plínio Marcos, nunca foram, convenhamos, padrões de beleza. Da mesma forma, a direção do complexo não está, há milênios, nas mãos de um megalomaníaco visionário intergalático Walter Clark, aquele que apenas criou o mito da Vênus Platinada; muito menos sob a batuta do criador do Padrão Internacional Globo de Qualidade, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni; muito menos a direção operacional de Daniel Filho, na dramaturgia, Armando Nogueira, no Jornalismo, Walter Avancini, na modernização de equipamentos e Juarez Machado, Ziraldo e Hans Donner, na atualização das descobertas nas artes visuais. Dá pra sentir a diferença? E como eu provo isso! Simples, muito simples! Em 1985, Walter George Durst e José Francisco de Souza, sob a direção do gênio Avancini, a emissora lançou uma minissérie IMPOSSÍVEL de ser adaptada da obra homônima de Guimarães Rosa, GRANDE SERTÃO, VEREDAS, considerando ser o regionalista mineiro um incorrigível neologista, criando palavras nunca antes faladas em português; nem faziam parte de nossos dicionários. Fez o que o irlandês James Joyce, produziu em ULYSSES. As filmagens foram todas realizadas nas locações da Chapada Diamantina, na Bahia. Uma visão da Lua com vida. Para espanto geral a Globo chama Bruna Lombardi, um rostinho belíssimo, sem tradição em representação, para o papel dificílimo de Reinaldo ou Diadorim, um vaqueiro machão que era uma belíssima mulher. Papel denso. Contracenou com ela outra surpresa, Tony Ramos, no papel do jagunço e vaqueiro Riobaldo Tatarana. Quando li sobre, pensei na hora: nunca essa menina vai fazer uma Diadorim convincente e perfeita como pede a obra de Rosa, assim como esse garotão brancão de voz fina vai fazer o diabólico Tatarana. Para meu espanto ambos deram um banho de interpretação e até hoje permanecem no limbo intocável dos artistas que conseguiram essa proeza. Mas o que eu quero destacar é que, Bruna Lombardi mergulhou tão forte no universo masculino, para vestir uma alma diferente daquela Barb de aluguel, que suas menstruações suspenderam durante os exatos quatro meses que duraram as gravações. Porra, a garota virou homem! Quanta tristeza comparar aquilo tudo às peripécias da outra Bruna, a Marquezine. E chega por aqui se não vou começar a xingar de montão. Salve a qualidade! Simples assim! Ia esquecendo, ao voltar pra São Paulo, as menstruações voltaram como um relógio!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

LEMBRETE!

Agora que estou vendo meus dois únicos netos nos braços da mídia das redes sociais (leia-se Facebook!) lembrei de um detalhe muito importante no processo de educação. O ser humano é educado, eternamente, por dois processos básicos: informal e formal! Os processos formais referem-se ao aprendizado nas organizações e instituições educacionais, religiosas, técnicas, científicas e tantas outras. Mas é na educação formal, em sua casa, que ela aprende uma maneira muito peculiar de ler e entender o mundo: mãe, pai, avós e avôs, parentes, padrinhos e vai por aí. Na simbiose entre os dois processos ele vai criando e certamente preservará do berço ao túmulo, os valores básicos com os quais construirá sua conduta. Principalmente na educação informal ela aprende um jeito muito peculiar de entender suas circunstância: os exemplos que presencia, os valores externos que vivencia e, muito importante, as demandas dos diversos grupos dos quais participa, como os de folguedos, de vizinhança, familiar, da igreja, da escola, do clube. Esse contato com grupos cada vez mais complexos (até desembocar, mais tarde, nas organizações onde trabalhará) ajudam a desenvolvê-la em aspectos fundamentais como entender os diversos papéis que desempenhará e os diferentes status que usufruirá ao longo do tempo. Destaco a importância dos grupos notadamente porque eles possuem uma formação ímpar. Possuem metas convergentes e cooperativas mas, ao mesmo tempo, vão roubando as marcas de identidade pessoal de seu filho que será capaz de atitudes impensáveis para satisfazer aos objetivos do grupo, até mesmo fugir de um castigo imposto por você, começar a fumar, experimentar drogas e coisas do gênero, só para não se sentir diminuído diante da coletividade. Atente bem para o que você acaba de ouvir. Sim, seu querido filho que parece uma candura de obediência, de repente começa a seguir muito mais ao grupo que a você. Vai quebrar padrões que você criou e tentou lhe impor. Vai começar a mentir para encobrir os reais objetivos do grupo. Nessa hora, descoberto o problema, NÃO SE DESESPERE! Basta lembrar que seu filho parece muito com você, ONTEM! Basta adiantar o relógio ou mesmo atrasá-lo e rever você no seu filho. Essa é a única forma de se antecipar a qualquer grande asneira que ele esteja fazendo ou fatalmente fará! Simples assim!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Por quê não falei antes?

Mas ainda há tempo! Lá pelo meio do segundo mandato de Nosso Guia ele começou a falar, embalado por índices de aprovação jamais vistos e economia surfando na maior onda de desenvolvimento dos últimos 30 anos, em convocar uma "assembléia nacional constituinte PARA TRATAR DE TEMAS ESPECÍFICOS"?????? VOCÊ JÁ OUVIU ALGUÉM FALAR RECENTEMENTE SOBRE ISSO nos últimos dias? Pois é! Minha mente, horas depois do anúncio, começou a meditar e divagar sobre o assunto confesso que sem entendê-lo muito bem. Mas, como num estalo do Vieira, a coisa se descortinou em seus reais contornos e pensei alto, em 2009: esse cara vai aproveitar os maiores índices de aprovação que um presidente jamais teve no Brasil além de surfar num tsunami de bons ventos na economia internacional, inédito nos últimos 30 anos, para fazer merda! E ia! Instalada essa mini-constituinte, termo que ele usava, ia ser dado um golpe branco no Congresso e aproveitando a rejeição em massa do povo brasileiro a seu Parlamento, para transformar a cláusula pétrea de nossa democracia representativa para transformá-la em democracia participativa. O conjunto das nações que sempre monitora o Brasil por sua posição estratégica, notadamente nas áreas de recursos minerais, água potável e alimentos, que ia ser facilmente engrupida, afinal, porque usar um Congresso desacreditado se podemos ouvir o povo em referenduns e plebiscitos? E aí residia o perigo! Subjacente a isso seria decerto aprovada uma nova constituição com modelo bolivariano e, ao melhor estilo Chávez, Caldera, Morales e Kirschner, onde imaginei o que poderia acontecer. Coisas do tipo criar um conselho nacional de imprensa ou mecanismos constitucionais semelhantes para retornar a censura; submeter tudo que não interessasse a eles, a consultas "populares" utilizando a massa silenciosa alimentada pelas diversas Bolsas; nisso se incluía decisões da Justiça, silenciar organismos sérios como o Ministério Público, a Receita Federal e até a Polícia Federal; acabar com a Lei de Responsabilidade Fiscal, além de jogar para a platéia em diversas decisões populistas, escondendo a verdadeira inflação e intervindo em todos os aspectos da vida nacional que lhes incomodasse. Desde então fiquei atento para qualquer movimento nesse sentido. De repente a Nossa Guia tenta aproveitar e capitalizar o clamor das ruas para tentar aplicar o mesmo golpe. Parece que todo mundo percebeu e as reações foram violentíssimas. Apesar de estrategicamente recuar frente à "constituinte específica" que juridicamente NÃO EXISTE, como boi de piranha do verdadeiro perigo que reside em fazer a reforma política por PEC's, COM PLEBISCITO OU REFERENDUNS. Não se iludam, por trás disso estão TODOS OS DEMÔNIOS DESSE DESGOVERNO, gênios como Lula, Dirceu, Genoíno, Dilma e perigosos apoiadores entre grandes capitais beneficiados, bancos, estatais e "forças progressistas", as raposas dentro do galinheiro, para implantar coisas como: criar cotas de gays para as universidades e empresas; tornar todas as reservas indígenas nações independentes; acabar com o contrato e a propriedade privada, findando nossa revolução verde engolida pela agricultura familiar obrigatória, além de entregar o país para as ONG's de seus interesses. Depois, bem, depois virão as trevas! Simples assim!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Ah que judiação.....

Quantas vezes você já ouviu a frase que dá título a este artigo. Muitas vezes. Provavelmente isso jamais lhe incomodou e, é até possível, que você tenha essa expressão no seu vocabulário corriqueiro. Desde muito cedo, meus avós, pais e tios usavam essa expressão com a maior tranquilidade. No nordeste ela é muito usual. Mas, esteja, certo, praticamente em todo o Brasil o verbo judiar é utilizado como sinônimo de mau trato, tortura, ofensa. Acho, do fundo de meu coração, que você, se o usa, JAMAIS se deu conta da brutal carga de racismo e intolerância que ele encerra. Esse termo nasceu, nas línguas neo-latinas (italiano, francês, espanhol, português e até romeno) além de dialetos derivados, coincidentemente com o nascimento e rápida expansão pela Europa, tendo seu apogeu justamente nos países católicos romanos, da vergonha chamada de Santo Ofício da Inquisição, movimento que durou mais de um século, mas que vicejou na intolerância dos mosteiros jesuítas de Santo Inácio de Loyola. Milhares de judeus que habitavam a Europa ocidental foram banidos para a parte oriental do continente, especialmente a Rússia, para escapar do verdadeiro morticínio que se instalou em meio ao povo hebreu; ou então tiveram que abjurar e apostatar de sua fé milenar, "aceitando" o cristianismo através do sacramento do batismo e consequente troca de seus nomes (coisa que, na prática jamais aconteceu, no recôndito dos lares judeus, onde o judaísmo SEMPRE FOI CULTUADO MESMO ÀS ESCONDIDAS). Como não havia tantos nomes para abrigar milhões de judeus, chamados de cristãos novos, os jablonski, levih, streissman e outros que tais foram substituídos por nomes dos santos ou da sagrada família cristã e os padres incentivaram, como sobrenomes, as denominações de objetos ou animais existentes na natureza. Daí a proliferação de carneiros, lobos, oliveiras, parreiras, leões, barros enfim, tudo o que não era nome cativo de utilização do povo católico. Todos esses nomes, e você poderá fazer um exercício de memória, teve berço nos judeus obrigados a abraçar a fé cristã ou morrer na fogueira. Essa intolerância tem sua origem na forma de interpretação das chamadas sagradas escrituras, especialmente no Novo Testamento, originariamente escrito em Grego e depois traduzido para a Vulgata de São Jerônimo, em latim. A colocação de Jesus como vítima dos judeus; o ódio concentrado e espalhado pelo mundo cristão sobre o papel do povo de Jerusalém, que O recebeu um domingo antes, em glória, pela páscoa judaica, e já na sexta-feira teria protagonizado a ignomínia de sua paixão e morte cruel. Nada menos teologicamente correto que essa estúpida interpretação. Se você é cristão e conhece a Bíblia e o Novo Testamento, sabe que Jesus veio ao mundo para morrer trazendo em seus ombros TODOS OS PECADOS DO MUNDO DESDE SUA CRIAÇÃO. Sua morte na cruz romana, em total agonia, já estava comunicada a Ele, se você acredita que Ele é Filho de Deus e o próprio Deus feito homem, tendo ressuscitado e hoje sentado no trono de glória à direita do Pai. Pois bem, Jesus, desde os céus, já sabia disso. Tanto sabia que suou de tanta angústia, o suor de sangue do temor de sua parte HUMANA, sobre a dor que sofreria, quando orou no Jardim do Getsêmani, em Jerusalém. Além disso, Jesus poderia ter vindo no seio de outro povo que não o de Israel. Poderia ter sido romano, grego ou oriental, MAS NÃO ERA! Era judeu. E como judeu praticou e respeitou sua religião de nascença e tradição até ter se afastado para o deserto e se declarar pronto para enfrentar sua dolorosíssima missão, iniciando seu ministério três anos antes de seu sacrifício. Não abjurou o povo de Israel, sua gloriosa nação de nascença, tendo pedido ao Pai, em uma das últimas intervenções antes de entregar seu espírito ao Criador, que perdoassem a romanos e judeus porque não sabiam o que faziam. E eles não sabiam mesmo! Quem conhece um judeu e respeita o povo e a fé como eu, desde criança, sabe que aquele povo combativo e valente, JAMAIS PODERIA TER TOMADO OUTRA MEDIDA, perante o que lhe parecia uma enorme heresia, senão matar um irmão que afirmava ser o Messias anunciado pelos cinco grandes profetas (Elias, Daniel, Ezequiel, Isaías e Zacarias), apenas dando como prova sua própria afirmação que era o Filho de Jeovah anunciado por esses grandes profetas. Para os judeus Jesus era um louco e para os romanos um revolucionário que tinha vindo afrontar a grandeza de César, o único crime "inafiançável". Apesar de tradição engraçada, a mesma coisa se dá com a malhação de Judas. Judas Iscariotes nada fez que Jesus já não soubesse, tendo anunciado sua "traição" na Santa Ceia e quando recebeu o beijo dele. Judas não traiu a ninguém! Serviu de flagelo de Deus para entregar Jesus a seus matadores PORQUE ALGUÉM NO MUNDO TERIA QUE FAZÊ-LO SE NÃO A MISSÃO DO SALVADOR NÃO SE TINHA COMPLETADO . Se Judas não tivesse aceito os trinta dinheiros para entregar a localização de Jesus, certamente Deus-Pai teria designado outro ser humano para cumprir seu papel, ainda que terrível, no esquema de salvação do homem da condenação eterna, segundo a nossa fé e as Escrituras. Quando eu era criança, não sei explicar bem a razão, nunca me senti bem em usar as expressões JUDIAR E JUDIAÇÃO, em lugar de perseguição, tortura e maus tratos, como já afirmei acima. Por causa dessa estupidez que se mantém por dois milênios, o povo de Israel sofre as consequências de tanto preconceito e intolerância, ao redor de todo o mundo, especialmente do mundo cristão. Shalom, vó Esther Levy, onde quer que você esteja. Shema Israel! Ouve minha voz de protesto e solidariedade. Simples assim!

domingo, 23 de junho de 2013

A TERRA E O OVO!

Dependendo do observador a Terra é um ovo ou um imenso gigante suspenso no Cosmos. Só aqui, no nosso minúsculo sistema solar, Júpiter e Saturno (apesar de gigantes gasosos) e Urano (massa como a da Terra)  são maiores. Mas, para um ácaro, uma bola de basquete deve se assemelhar ao planeta em que vivemos. Tudo muda conforme a grandeza do observador e do observado. Vejam o que me aconteceu hoje de manhã! Moro num condomínio muito bem localizado na parte mais viva de Belém. Tem horas que me lembra Copacabana de madrugada: tem sempre gente (viva, é óbvio mas é prudente lembrar) passando, bares abertos e tudo o que me faz bem aos quase 66. Por isso insisto em ficar neste lugar de classe "d", carinhosamente chamado de "Carandiru" pela minha família. Realmente só para chegar à minha porta passo por três portas de grade que fazem barulho de ferrolhos grandes se movendo, exatamente como deve ser em um presídio. Os prédios (pavilhões) são muito simples e os corredores (alas) dão acesso aos apartamentos minúsculos (celas). Talvez por isso a vizinhança não é muito de arreganhar sorrisos nem trocar cumprimentos mesmo informais. A maioria mora de temporada e tem sempre pressa. Quebrei um pouco o protocolo fazendo uma amizade de vizinhança com o morador da minha esquerda, um simpático professor do ensino médio. Mas, o que sempre me impressionou foi o vizinho da porta seguinte. Um homem de idade talvez um pouquinho maior que a minha, porte de atleta, alto, magro mas sarado, cabelos e cavanhaque muito brancos, como algodão, fartos e sempre bem cuidados. Exala cheiro de colônia de boa qualidade e está sempre bem vestido. Não tem aquela curvatura nas costas, sempre ereto. Tenho raríssimos contatos com ele mas, sempre que ocorrem, trocamos palavras muito gentis, percebendo uma voz bem colocada e vernáculo escorreito. O máximo que nos permitimos foi a troca de nomes, Antonio ele e Sérgio, eu. Hoje pela manhã descemos juntos pela escada como sempre com pequenas intervenções formais do tipo a quanto tempo não nos vemos, como vai tudo e coisas do gênero. Notei que não nos dirigimos para a saída do condomínio mas em direção ao nosso amigo comum Tony, um americano de Memphis, Tennessee com quem treino meu inglês diariamente pra não perder a embocadura (ele já me falou, para meu gáudio, que tenho sotaque bostoniano, ora vejam só!). Falando com Tony em inglês notei o silêncio do Antonio, pedimos desculpas e continuamos a falar em Português quando passa uma mocinha fugindo do cachorro do Tony, que enche o saco de meio Carandiru mas nunca havia mordido ninguém, Dessa vez ela deu uma babada na batata da perna da menina, claro que protegida pela grossa calça jeans. Ela passou a mão na saliva umedecendo-a. Antonio lhe disse: vá lavar pois isso é perigoso; minha sogra morreu de hidrofobia mordida de leve por um cãozinho da casa que passou um dia na rua. Lembrei-me de história igual, ocorrida em minha infância com a esposa de Atreu Baena, um velho amigo de meus pais e falei o caso. Aí ele se espantou e disse: estamos falando do mesmo caso! De onde você conhece aquela família? Eu falei que era o caso da esposa do Atreu, pai do Emílio, Verinha e Ronaldo e como eu os conhecia até passando férias na fazenda Curuxís, no Marajó. Aí ele mais espantou-se: Eu sou o ex-marido da Verinha e você. Então quase gritei, com minha memória paquidérmica: Antonio Manoel Santos Silva Pimentel Piqueira? Ele disse sou eu! Terminei já explicando: sou o Luiz Sérgio e ele completou, filho da Raquel e do Alair, irmão mais novo do André? Findamos, tão rápido quanto já exigia nosso jejum, ouvindo nossas histórias sobre quem morrera e onde estava o resto do pessoal. Agora não somos mais Antonio e Sérgio, dois desconhecidos, mas Piqueira e Luiz Sérgio, dois colegas contemporâneos de Colégio Nazaré, com histórias muito próximas! Ah, ele está com 69. Simples assim!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O ÓPIO DO POVO!

ATENÇÃO meus eventuais, raros mas queridíssimos eleitores, vou lhes propor um joguinho. Não essas merdas com as quais enchem meu saco, todos os dias, pedindo para eu jogar Pet Rescue, João das Couves e uma porrada de coisas similares. Este é um jogo fundamental como a própria vida! Por favor, O TEXTO ABAIXO, você vai lê-lo integralmente, se tiver tempo e saco. Como ele é um porre pois se trata de Filosofia Política Pura primeiro você dá uma lida, superficial que seja, só pra tentar entender o que ele tenta dizer. Aí você COMEÇA O JOGO. Preste bem atenção: aonde existir a palavra RELIGIÃO, você a substitui, simplesmente, por REDE GLOBO. Depois você vai, afinal, entender quem e o que é o verdadeiro ópio do povo. Vamos começar? Sentadinho na cadeira? Então lá vai:

A frase está na Crítica da filosofia do direito de Hegel, obra escrita em 1843 e publicada em 1844 no jornal Deutsch-Französischen Jahrbücher, que Marx editava com Arnold Roge. Seu contexto imediato é o seguinte2 :
"É este o fundamento da crítica irreligiosa: o homem faz a religião, a religião não faz o homem. E a religião é de fato a autoconsciência e o sentimento de si do homem, que ou não se encontrou ainda ou voltou a se perder. Mas o Homem não é um ser abstrato, acocorado fora do mundo. O homem é o mundo do homem, o Estado, a sociedade. Este Estado e esta sociedade produzem a religião, uma consciência invertida do mundo, porque eles são um mundo invertido. A religião é a teoria geral deste mundo, o seu resumo enciclopédico, a sua lógica em forma popular, o seu point d'honneur espiritualista, o seu entusiasmo, a sua sanção moral, o seu complemento solene, a sua base geral de consolação e de justificação. É a realização fantástica da essência humana, porque a essência humana não possui verdadeira realidade. Por conseguinte, a luta contra a religião é, indiretamente, a luta contra aquele mundo cujo aroma espiritual é a religião.
A miséria religiosa constitui ao mesmo tempo a expressão da miséria real e o protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o ânimo de um mundo sem coração e a alma de situações sem alma. A religião é o ópio do povo.
A abolição da religião enquanto felicidade ilusória dos homens é a exigência da sua felicidade real. O apelo para que abandonem as ilusões a respeito da sua condição é o apelo para abandonarem uma condição que precisa de ilusões. A crítica da religião é, pois, o germe da crítica do vale de lágrimas, do qual a religião é a auréola.
A crítica arrancou as flores imaginárias dos grilhões, não para que o homem os suporte sem fantasias ou consolo, mas para que lance fora os grilhões e a flor viva brote. A crítica da religião liberta o homem da ilusão, de modo que pense, atue e configure a sua realidade como homem que perdeu as ilusões e reconquistou a razão, a fim de que ele gire em torno de si mesmo e, assim, em volta do seu verdadeiro sol. A religião é apenas o sol ilusório que gira em volta do homem enquanto ele não circula em tomo de si mesmo.
Conseqüentemente, a tarefa da história, depois que o outro mundo da verdade se desvaneceu, é estabelecer a verdade deste mundo. A tarefa imediatada da filosofia, que está a serviço da história, é desmascarar a auto-alienação humana nas suas formas não sagradas, agora que ela foi desmascarada na sua forma sagrada. A crítica do céu transforma-se deste modo em crítica da terra, a crítica da religião em crítica do direito, e a crítica da teologia em crítica da política."

A frase está na Crítica da filosofia do direito de Hegel, obra escrita em 1843 e publicada em 1844 no jornal Deutsch-Französischen Jahrbücher, que Marx editava com Arnold Roge. 

EU ACHO QUE É A COISA MAIS SÉRIA QUE EU JÁ FIZ EM 65 ANOS DE VIDA. PELA CASSAÇÃO DA CONCESSÃO DA REDE GLOBO!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Efeito Colateral!

O que dá pra rir dá pra chorar. A rede globo nunca cobriu uma escassa manifestação do Diretas, já! Não lhe interessava sair da zona de conforto da Ditadura pelos corredores de onde transitava como uma bailarina do Bolshoi. Quando Collor deu as costas para seus idealizadores, os Marinho, posando de Presidente eleito em que pese Brizolla ter ganho de Lula o primeiro turno. Isso faria de Collor uma presa provavelmente fácil pra ser engolida pelo caudilho. Lula era mais fácil combater. Editaram o debate e trouxeram Luriam para a ribalta. Lula sifu por pouco. Garantido o garotão no poder, lá vão os Marinho cobrar o quinhão, quando Fernandinho dá uma de desentendido e o resto da história todos já conhecem. Nos episódios recentes, tentou ficar em cima do muro com aquela coisa de chamar o movimento de "protestos de rua contra a alta dos preços dos transportes urbanos". Quando viu que não dava mais para segurar entrou na onda, semprepegajosa, quiabenta, sem se posicionar. Hoje assistia eu uma enorme cobertura do Jornal de Hoje sobre as manifestações quando, de repente e terminada a edição do Jornal, o chamado locutor fantasma (ghost speaker) que só fala e ninguém vê a cara anuncia: assista agora ao VIDEOSHOW! Aí caí em mm! Era a primeira vez que um brasileiro de inteligência de pobre a mediana poderia perceber, ainda que só de leve ou de raspão, o quanto alienada e alienante é a programação de nossa TV aberta, com a Globo capitaneando. Qualquer um idiota de carteirinha ou boçal na forma da lei ou ainda ignorante como um aldeão do século XVII poderia, afinal, sentir um inexplicável desconforto em sair, abruptamente, de assunto tão sério, para se esborrachar na vala comum de Ana Maria Braga, Fátima Bernardes, Faustão, Pedro Bial e seu BBB, o já citado VídeoShow, Luciano Huck, Novelas e outras merdas do gênero. Não tenho certeza mas, mesmo o mais estúpido dos brasileiros comuns, poderá ter pensado: porra! O país tá quebrando e sangrando e esses caras tão falando de Tê, Tererê, Tê, Tê; Tchan eu quero tchan e .... Simples assim!