segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
EUZÉBIO E EU!
Sim, por mais estranho que possa parecer, eu tenho uma história pessoal com Euzébio, que acaba de falecer aos 71. Logo que meu avô (Antonio André Victorão) chegou a Belém, na passagem do Século XIX para o XX, encantou-se com as cores do Remo pois detestou as do Paysandu que lhe lembravam seu arqui-inimigo, o Futebol Clube do Porto, pois era torcedor fanático do Sporting. Atleta e remador do Remo (poderia até ter cantado o glorioso hino: Atletas azulinos somos nós.....) e sendo destacado membro da colônia portuguêsa, logo foi chamado para fundar a Tuna Luso Caixeiral (mais tarde Tuna Luso Comercial e, finalmente, Tuna Luso Brasileira), sendo um dos 50 sócios fundadores e doadores de, cada um, 5 contos de reis para a compra do imenso terreno no Souza. Tudo registrado. Em 1958 a Tuna havia sido campeã enfiando 4 x 0 no meu sofrido Papão, penso que invicta, pois possuía um dos melhores times do norte-nordeste onde pontuavam o goleiro Dodó, o meio-de-campo: Satiro, Acapú e Muniz e um ataque arrasador onde flanavam Leoni, Teixeirinha, Estanislau, China e Juvenil. Uma máquina de jogar bola. O Esrtádio da Tuna, então, era maior que a Curuzu e o Evandro Almeida juntos e os empreendedores portugêses, para coroar com chave de ouro aquele ano mágico, construíram quatro moderníssimas torres de iluminação e importaram dezenas de refletores de luz fria algo, pelos anos 50, impensável por aqui. Para comemorarem a inauguração da iluminação mandaram buscar, nada mais nada menos, que o poderoso Sport Clube Lisboa e Benfica, tricampeão português e que tinha a base do time que se sagraria campeão europeu em 1962 e terceiro lugar na Copa do Mundo de 1966, obviamente roubado pelas arbitragens que já tinham escolhido a Inglaterra para ser campeão na frente da Rainha. Numa quarta-feira à noite KK (como chamávamos meu avô) chegou com cinco convites para usarmos CADEIRAS DE PISTAS, que eram cadeiras comuns colocadas na beira do campo, entre o alambrado e a linha de lateral. Nada mais havia de chique do que ver o jogo oficialmente dentro do campo. O jogo foi no fim de julho e não choveu. Eu tinha 10 anos, meu irmão 13 e fomos abismados assistir algo impensável, mesmo porque o Brasil acabara de ser campeão mundial na Suécia. O Benfica era uma máquina onde despontavam o histórico goleiro Costa Pereira, Coluna e Mateus, no meio, e na frente já jogava o ponta-esquerda Simões. Os times vieram beirando o gramado e ficaram bem perto de nós. Eu babava. Mas aí, passam os reservas em direção ao banco. Passam jovens como José Augusto, Torres (imenso), Hilário, Vicente, Morais (todos seriam nossos carrascos em 1966). De repente KK vira-se para o papai e diz: Alair, visses esse crioulinho de cambitos (pernas finas), baixo e muito forte que pasou em meio aos reservas? Ele chama Euzébio, só tem 16 anos mas se fala que será o Pelé da Europa. Dizem maravilhas dele. Vi aquele mulato bem baixo e bem forte, andando devagar, mãos coladas ao peito como se sentisse um frio inexistente, conversando com os colegas. O jogo foi duríssimo (2 x 2) e Oto Glória (técnico brasileiro do Benfica) não quiz arriscar pondo o pretinho em campo. Aquela seria a última chance que tive na vida de ver jogar, tão perto de mim, essa glória do futebol e de Portugal, mesmo sendo moçambicano. Monstro sagrado comparável a Pelé, Maradona, Di Stefano, Tostão e Messi! Adeus!
ALGO SOBRE A VERDADE!
Geralmente busca-se a verdade em nossa vida. Penso que é uma busca inútil pois poucas verdades serão absolutas. Tento explicar! Emitimos juízos de fato sobre o que percebemos pelos nossos cinco sentidos físicos e então pensamos: não há como tergiversar sobre isso! Há sim! O som alto ou baixo, apesar de factual é, na verdade, valorativo pois depende da acuidade de cada ouvido. Parece que a cor cinza, ou o preto ou o branco são unanimidades, contudo, há vários tons de cinza; o branco pode ser gelo, pálido, neve e outros tons e até o preto, a negação da cor ou a reunião de todas elas, também admite nuanças. Desnecessário juntar mais exemplos. Os outros juízos que emitimos são valorativos e dependem de escolhas pessoais. Nesse campo dificilmente encontraremos unanimidades pois o feio bonito me parece. Existe uma área, um pouco nebulosa, sobre o sentido da verdade e que consiste na produção do conhecimento em seus vários aspectos: religioso, ideológico, científico e filosófico. Aí mesmo as verdades são falíveis. Para um religioso cristão a verdade está contida na Bíblia, concebida como a Palavra de Deus. Jesus Cristo, Filho de Deus, afirma categórico "eu sou o caminho, A VERDADE e a vida" e completa, conhecereis A VERDADE e ela vos libertará. Mas que verdade? Para o Muçulmano a verdade será o que está escrito no Alcorão, palavra de Alá, transmitida a seu único profeta Maomé (Mohamed); para o judaísmo a verdade está explícita no Torah e nas menagens proféticas, assim por diante. O conhecimento filosófico é o reino máximo da racionalidade e cada filósofo, desde os jainistas, sofistas, idealistas e realistas, reivindica a única verdade para suas filosofias. Nas ideologias esse problema do relativismo da verdade assume contornos bem nítidos já que cada uma delas não admitide refutação e tudo o que se diz ou faz, em nome de tal ideologia, quando não é seguido ou respeitado por todos, assume foros de mentira vantajosa, cabotinismo ou demagogia. Estamos passando por um obscuro tempo de patrulhamento sobre toda a forma de pensamento e ação no sentido contrário à ideologia que se quer impor no Brasil e sabemos o que acontece com os desviantes. Parece claro que vamos encontrar, na ciência, um porto seguro para nossa verdade. Ledo engano! O conhecimento científico é o único refutável e que só evolui não pelas adesões mas pelas negações das teorias vigentes e apresentação de novas. Até as chamadas lei científicas, axiomas ensinados como eternos, imutáveis e universais, não são isso. Desde a mais tenra idade aprendemos que a "água ferve a 100º C", contudo essa verdade é relativizada pelo que a própria ciência criou, tomando-a de empréstimo à filosofia, e que se chama LICENÇA EPISTEMOLÓGICA. O direito de criar posturas que expliquem e justifiquem a lei. Aquela velha conhecida só é lei quando são reproduzidas as "condições normais de temperatura e pressão", que só foram conseguidas em laboratório. Na natureza elas se modificam conforme a altura na qual se situa o experimentador. No topo de uma montanha, certamente a 85 a 90º C se dará a ebulição enquanto na base de um profundo vale ou depressão, isso ocorrerá somente entre 115 e 120º C. Logo, nossa tão querida e ansiada verdade é uma quimera apenas alcançável em minúsculos lapsos de tempo. Um valor que se apresenta a cada um a quem mostra sua face. Para toda a humanidade e o tempo todo, creio que a verdade absoluta não existe. E você, que sempre se achou dono dela, pode ser que esteja certo, mas em seu pequeno mundo. E que venham as refutações. Simples assim!
domingo, 5 de janeiro de 2014
SE O BRASIL FOSSE A CORÉIA DO SUL!
A Coréia do Sul foi um país criado, em 1945, de uma briga entre irmãos. Natureza inóspita, pouquíssimos recursos naturais, bacia hidrográfica pobre, muito pouca água potável, clima duro, montanhas escarpadas. Se compararmos esse país com o Brasil ,na ápoca chegava a parecer piada, num exercício simples de futurologia, apostar nela contra o Brasil todas as fichas na virada do século XX para o XXI, exatos 45 anos depois. Um nada em tempo histórico. No entanto a Coréia do Sul é a 13a. economia do mundo, SEM MAQUIAGENS e enquanto o Brasil de hoje está mortificado por perder pontos em uma agência de risco de investimentos a Coréia do Sul continua batendo recordes sobre recordes em sua situação de país que gerou a maior revolução na educação no mundo inteiro e cada vez mais se aproxima de um país de primeiro mundo, sem pobreza e miséria, numa posição de quase vanguarda nas pesquisas sobre as últimas tecnologias e descobertas científicas. Continuamos sendoum país portentosamente mais rico mas patinamos nesses 45 anos enquanto a Coréia do Sul, bom quanto a ele, melhor dirão as estatísticas internacionais da ONU, FMI e OCDE. Pincei, num excelente artigo, o que vai escrito em seguida. Não é leitura melhor para um domingo pois pode aumentar sua tendência a sentir náuseas. O artigo é de novembro de 2011 mas o câmbio é corrigido para hoje!
O salto sul-coreano de um país agrário para
líder em pesquisa e tecnologia atende pelo nome educação.
O foco veio da necessidade das indústrias na formação de recursos humanos e na valorização do professor. Em 20 anos, o salário saltou de US$ 200 (R$-420,00)) para US$ 5 mil (R$-12.000,00) ao mês, ao câmbio de 05 de janeiro de 2014. O cearense Soleiman Dias trabalha há 11 anos como professor em Seul e destaca que há, neste momento, uma nova transformação:
- Hoje, o foco é formar um aluno mais criativo.
O ensino fundamental tem nove anos. Nos seis primeiros, é obrigatório. Para universalizar a educação de qualidade, os conteúdos chegam a todos os cantos do país por uma rede de TV.
A avaliação de professores é uma realidade nas escolas coreanas.
São turmas pequenas, de no máximo 35 alunos, constantemente subdivididas para aulas de diferentes disciplinas. Uma das fixações, o ensino da língua inglesa, ocupa sete horas semanais e é feito em turmas com 10 alunos. São 16 professores de países onde o inglês é a língua principal.
Estudar é uma disputa. Um dos pontos da cultura do país é ser o primeiro e estar sempre entre os melhores. Além do inglês, os estudantes tem duas horas de Educação Musical por semana. As salas são equipadas com pianos.
A competição, saudada por alguns, é vista por outros como pressão sobre as crianças. ]
As escolas garantem que o ensino se baseia em fazer com que os alunos tenham suas próprias opiniões e as expressem. Uma das metas é formar líderes. Esta é também a filosofia que impulsionou o país...
A educação, como se pode ver, sempre vai fazer toda a diferença.
VEJA COMO A RECEITA É SIMPLES! Claro que sem corrupção!
1. Concentrar
os recursos públicos no ensino fundamental – e não na universidade – enquanto a
qualidade nesse nível for sofrível
2. Premiar
os melhores alunos com bolsas e aulas extras para que desenvolvam seu talento
3. Racionalizar
os recursos para dar melhores salários aos professores
4. Investir
em pólos universitários voltados para a área tecnológica
5. Atrair
o dinheiro das empresas para a universidade, produzindo pesquisa afinada com as
demandas do mercado
6. Estudar
mais. Os brasileiros dedicam cinco horas por dia aos estudos, menos da metade
do tempo dos coreanos
7. Incentivar
os pais a se tornarem assíduos participantes nos estudos dos filhos
Fontes: Valor Econômico, Uniemp e Educarparacrescer.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
A ORGANIZAÇÃO DO FUTURO!
Não existe
assunto que mais excite a mente dos estudiosos em Administração e em Teoria
Organizacional do que tentar descobrir para onde se encaminharão as teorizações
sobre o papel e as estruturas organizacionais no novo milênio. Abstraindo os
trabalhos meramente ideológicos e modistas,
que visam conceber receitas infalíveis
e engordar a conta bancária dos chamados gurus
da administração, constata-se muita perplexidade entre estudiosos e
pesquisadores sérios sobre os destinos desses agrupamentos humanos nos próximos
anos.
Parece haver
dicotomias fundamentais que dificultam a compreensão do tema. De um lado a
questão da racionalidade necessária à produção em massa dos bens e serviços que trazem felicidade e conforto à
sociedade, pugnando com a despersonalização daqueles que os produzem e ofertam,
num ambiente onde o prazer na realização do trabalho é relegado a um plano
secundário. Parece que compatibilizar
esses valores é um problema ainda insolúvel nos dias atuais.
Também a
questão de como gerenciar a criatividade e a inventividade no interior das organizações ainda patina
entre posições contrárias, ambas amparadas em teorias e pesquisas com
resultados paradoxais, mas nem por isso menos científicos. Pinchot III afirma
que a submissão dos escravos dos Faraós foi
suficiente para construir as monumentais pirâmides do Platô de Gizeh.
Robert Johnson, fundador da Johnson & Johnson – uma empresa atuante no
mercado há muitos anos, o que comprova sua efetividade – por seu turno anunciou
que nada mais atiça a criatividade humana do que saber que se vai ser enforcado
logo ao amanhecer.
Uma
interpretação simplista dessas contradições aponta para o binômio liberdade comportamental e flexibilidade
estrutural, de um lado, versus planejamento e controle (leia-se: burocracia) do outro. Em suma, até que
ponto o indivíduo organizacional deve trabalhar em uma estrutura
horizontalizada e flexível, com as comunicações fluindo em todas as direções e
sentidos na organização, tomando parte ativa no processo decisório e livre para
manifestar sua criatividade pessoal em prol dela ou deve se restringir à
perseguição obsessiva dos objetivos organizacionais, cumprindo regras
formalizadas e eficientes que dirigem seu papel e suas funções? A resposta a
essa pergunta ainda não foi pacificada pela teoria e pesquisas.
Há exemplos de
sucessos e disfunções para ambos os lados. Um gerente de um banco nos EUA
deixava os clientes do lado de fora da agência, tiritando de frio em um inverno
rigoroso, tendo à mão um cronômetro para abrir as portas somente na exata hora constante nos Manuais. Uma
cliente desse mesmo banco teve seu cartão de saque engolido pelo caixa eletrônico, no exato momento em que deveria se
dirigir ao aeroporto de La Guardia (em Nova Iorque) para empreender uma
importante viagem de negócios. Telefonou ao banco e um simples funcionário
providenciou os 200 dólares de que ela precisava, pagando o taxi de seu bolso e
resolvendo depois o problema do saque.
Na produção do
Windows NT, Gates permitiu que os cientistas da computação trabalhassem
livremente na crença de que não poderia intervir no processo criativo de suas
mentes privilegiadas. Quase um ano depois e 150 milhões de dólares já queimados na empreitada, contratou David
Cutler, seu amigo pessoal e um burocrata convicto, para gerenciar o projeto.
Cutler introduziu uma técnica de trabalho que ele chamou de comer sua própria comida de cachorro, e
que consistia em determinar que partes novas do programa só poderiam ser
escritas usando as partes que já haviam sido escritas até então, i. e., era
como se, de repente, a única forma de as pessoas poderem escrever novos
capítulos de uma novela fosse recortando e colando palavras de capítulos
anteriores já escritos. Em dois meses o Windows NT estava no mercado!
A história do
Projeto Manhattan – criação da bomba atômica americana – tende a ser uma
repetição do caso acima. Enquanto o projeto foi gerenciado por Oppenheimer – o maior físico nuclear do
mundo, à época – meses se passaram
e bilhões de dólares gastos sem nenhum resultado concreto. Só quando
Truman colocou à frente do empreendimento um o Gen. Groves, seu amigo e
veterano da primeira guerra mundial,
excelente comandante de tropa, a bomba foi construída através da aplicação de rígido
planejamento operacional, com prazos fatais a serem cumpridos.
Existe uma terceira via defendendo a tese de que
não seria a imposição de planejamentos
e controle inflexíveis que moveria a criatividade desses cientistas mas a resposta positiva ao desafio, fenômeno
que motivaria seres humanos a irem além das fronteiras do imaginável.
Em qualquer
dessas alternativas, há histórias de sucessos e fracassos. Talvez a única
conclusão plausível seja a de que não há
conclusões plausíveis. Com efeito, essas situações ocorreram e ocorrem em
um paradigma em mutação constante e o
problema, na verdade não se situa no microcosmo de uma análise realizada sob padrões que de tão conhecidos
já se encontram desgastados e
impedem ao analista uma visualização macrocósmica do futuro.
Pode-se estar
discutindo um assunto usando ferramentas inadequadas e, pela leitura acostumada do paradigma
vigente, apontando soluções que somente
se materializarão em um novo paradigma, difícil de divisar por sua
invisibilidade e proximidade.
Em última
análise, uma verdade tende a se destacar: é papel preponderante dos
Administradores pesquisar
prospectivamente esse futuro incerto e fornecer as pistas para uma solução
conciliatória: ser racional e feliz, atendendo aos reclamos da sociedade
moderna sem perder de vista o trabalho como realização máxima do ser humano, ao
mesmo tempo que se preserva a eficiência e a produtividade.
*Sérgio Barros é Professor do ADM, Mestre em Administração pela UnB e orientador de
diversos trabalhos da AD&M Consultoria Jr.
Carta a um casal de alunos!
Em 05 de dezembro de 2000, dois alunos meus se casaram e eram muito participativos e queridos e me mandaram um convite personalizado. Em resposta fiz a carta abaixo que guardei e comaprtilho com o Face mais de 12 anos depoisÇ
Sérgio e Flávia:
Na vida de um professor, quando
este encara a profissão como um sacerdócio, alguns eventos tornam-se muito
marcantes. Nenhum deles o é tanto quanto a lembrança dos alunos excepcionais,
aqueles que ultrapassam a geografia da sala de aula e se instalam na história
da vida do pretenso mestre.
Vocês se tornaram, em um momento
particularmente difícil de minha vida, em marcantes exemplos desse evento,
dando-me apoio e carinho além dos papéis normalmente exercidos por um aluno
comum. Nunca a relação é de amizade, pois o mundo é grande e todos partem para
suas missões. Mas a remuneração permanece, marcando as fronteiras de um pedaço
de meu coração loteado que passa a lhes pertencer, por lídimo direito de
conquista.
Agora, quando ambos iniciam uma
etapa tão maravilhosa quanto difícil, que é a vida em comum, cuja realização
máxima é a formação de uma nova família, pouco tenho a lhes dar em troca do
muito que recebi dos dois. Experiências não se transferem. Conselhos são mais
válidos para quem os dá do que para os que os recebem. Cada ser é um indivíduo, inigualável, inimitável,
divisível por si próprio e pela unidade, como os números primos.
Resta então a esperança de que
compreendam os componentes insondáveis e personalíssimos de um casamento, cultuando,
acima de tudo, a mútua renúncia e o sentimento da igualdade; o apoio de um ao
outro, pois a vida é um projeto complexo e complicado na individualidade quanto
mais na dualidade.
O amor é argamassa de tudo, mas
não é o bastante. Amizade e respeito devem ser cultuados até o ponto em que
surja a dependência entre vocês. Ai aparece no horizonte a visão de um futuro
distante, de mãos dadas, envelhecendo gloriosamente juntos.
A felicidade não existe como um
fato perene, mas é viável moldá-la a uma condição possível de momentos mais felizes do que infelizes. A paz surge no
arrefecimento da paixão e a liberdade transforma-se em um sentimento
compartilhado, não mais individual.
Só podemos dar o que possuímos.
Feliz ou infelizmente este é o melhor presente de casamento que lhes posso
entregar.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
BRINCANDO COM O UNIVERSO
Agora não é mais mera estística mas já deve ser tratado pela matemática e outras ciências exatas. Isto significa que saiu da perspectiva de possibilidade para ser uma certeza. Não mais se pode especular SE um corpo celeste poderá se chocar com a Terra mas QUANDO isto vai acontecer. Como o tempo cósmico não possui medida que caiba em nosso raciocínio objetivo, tanto é possível que ele já esteja no nosso caminho desde o Big Bang ou ainda ontem foi disparado, levando miríades de anos-luz para aqui chegar. Já não interessa aos cientistas calcular quantos serão mortos no choque mas, voltando à estatística, qual a possibilidade dele consubstanciar um evento de extinção total de vida na Terra ou, quem sabe, completa explosão de nosso planeta. A ciência comprova cerca de 100 a 200 desses eventos, no passado remoto ou recente, em tempo histórico. Uns maiores como talvez o que extingui os dinossauros há 65 milhões de anos, o meteoro da Sibéria no século XIX que devastou imensas quantidades de florestas intocadas e provavelmente gerando o buraco mais profundo detectado na superfície do planta e que teria se transformado no mar ou lago de Baikal, ou simplesmente nosso Bendegó, meteorito do Bendegó caído no sertão baiano e exposto no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista desde 1888, sendo hoje considerado o 16º maior corpo celeste que se chocou com a Terra. A grande preocupação que se tem, na comunidade científica no estado-da-arte, é a chance de deter esses monstrengos antes de chegar aqui. As teorias são das mais simples como explodí-los com artefatos atômicos antes de ingressarem na nossa atmosfera às mais remotamente reais como a que passaremos a expor em seguida. Na verdade essa teoria já é científica e, portanto, baseda em dados reais analisados em supercomputadores mas, como todo o arcabou científico, pode e deve ser refutada no caminho de descobir-se sempre algo mais palpável e plausível. A coisa é gigantesca e parte de pesquisas já em andamento sobre a possibilidade do universo ser, ele todo, um ser vivo, formado por partículas, da mais improvável como a matéria escura que gera os vácuos intergaláticos, passando pelos buracos negros e chegando aos suborganismos, órgáos e células que seriam, no macrocosmo, as galáxias, nebulosas, planetas, estrelas, cometas, meteoros, meteoritos e outras partículas em suspensão cósmica, tudo partindo do bóson de Higgs, equivalente ao elétron no microcosmo humano. Conhecendo-se como pulsa o ritmo da vida nesse organismo, como se comunicar com ele, poder-se-ia pensar em "dialogar" com ele e desviar qualquer câncer espacial configurado nessas células invasoras em sítios que não lhe são peculiares nem rotas normais. Duas coisas me chamam profundamente a atenção. Essa teoria já existe disseminada no planeta em escritos arcanos dos Keri-Hebs, sacerdotes egípcios que teriam seuas ascendentes na Lemúria e Atlântida, assim também chamada de Continente Perdido de Mu. Tive acesso a muitos desses escritos depositados no Museu Egípcio Rosa-Cruz, no Parque Rosa-Cruz, em San josé da California. Pois esses sacerdotes geraram uma teoria à qual chamaram de Adão Cadmo onde o universo inteiro seria exprimido por um gigantesco homem com todas essas características. A segunda é este escrito milenar recolhido da Kabala Mística: (...) O texto yetzirátião eco descritivo de Kether, como todos os dizeres da Sepher Yetzirah, é uma sentença oculta. Afirma ele que Kether se chama Inteligência Oculta, a os diversos títulos conferidos a Kether na literatura cabalística confirmam essa denominação. Kether é o Segredo dos Segredos, a Altura Inescrutável, a Cabeça Que Não É. Temos aqui novamente a confirmaçáo da idéia de que a coroa está acima da cabeça do Homem Celestial, o Adão Cadmo; o ser puro está atrás de toda manifestação, a não é por ela absorvido, sendo antes a causa de sua emanação ou manifestação (...). Realmente não gostaria nem gosto de misturar ciência e religião pois empobreço meu discurso. Mas sempre me incomoda, e muito, quando encontro uma teoria científica tão avançada cruzada por escrito tão antigo. Apesar de serem conhecimentos produzidos de forma antagônica, um na razão e experimentação, quase-exato e refutável, que é a ciência, o outro é inspiracional e definitivo posto que gerado pela fé irrefutável pela razão. De qualquer forma, a ciência prossegue caminhando alargando as fronteiras que cada vez mais descortinam o homem para si mesmo. O quê ela encontrará no fim do caminho (se existe um), nem o cientista, nem o filósofo ou o religioso podem afirmar com certeza sua natureza e composição. Incerteza, caos, renascimento ou destruição? Simples assim!
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
MARX FOREVER!
Marx é o único pensador que se
renova mesmo depois de morto. Renova-se pela atualidade constante das análises,
sendo a de Hobsbbawn a mais atual. É permitido rever seu pensamento desde que respeitada sua essência. Também renova-se
no fato incontestável de prosseguir sendo a única alternativa pragmática ao
capitalismo desumano que se pratica no mundo, ainda hoje. Renova-se, ainda, por
uma razão muito interessante: muito poucos o leram pacientemente. Muitos de
seus detratores e seguidores apenas leram o que outros pensadores disseram
sobre suas teorias e isso segue sendo um risco em sua continuidade. Afinal,
acautelai-vos contra os apóstolos e discípulos. Eles nem sempre sabem o que
fazem. Mas o que queria dizer sobre ele, ainda que telegraficamente pois já
devo ter escrito umas quatro longas crônicas sobre o inigualável filósofo,
sociólogo, ensaísta, jornalista e grande pensador, é que Marx foi profundamente
falho em sua aplicação pragmática apenas por um intrigante fato: ele escreveu
pensando em ser implantado na Alemanha, sua Pan-Germânia, berço das maiores
produções do espírito humano das quais a sua seria uma das mais destacadas. Por
essas ironias do destino ele veio a ser aplicado em um gigantesco país, gelado
e pouco habitado, ainda no sistema feudal, sem passar sequer por uma
experiência pré-capitalista. A Rússia era e é um imenso gigante, com um
operariado e campesinato absolutamente ignorante e analfabeto (real, funcional
e, principalmente, político). Marx só daria certo em um país dividido e
dilacerado por constante luta de classes como era a Alemanha, e lá seria
possível implantar-se sua mais importante criação teórica que era a ditadura do
proletariado, cambiando o eixo do poder social, político e econômico para o
operariado organizado no rumo de formar o primeiro exemplo do Estado Comunista
Internacional com Liberdade Organizada. Na estúpida Rússia isso não foi
possível. Cedo Lenin percebeu que o proletariado de lá não sabia dirigir nem
suas próprias vidas e criou o que seria possível: a ditadura da nomenclatura, do stablishment soviético,
simbolizado no Presidium do Soviet Supremo. Morreu cedo e não teve tempo de
apontar as saídas reais para a gradual transferência do poder para os proletários,
como foi o caso da moeda brasileira, o real, passando pelo estágio das URV’s. Béria,
Stalin, Kruschev e outros menos votados terminaram por gozar das delícias do
superpoder sem amarras ou controles. Deu no que deu. E Marx ainda espera um
país sério e de representatividade mundial, para aplicar suas teorias sem tirar
nem por. Humanismo puro! Que pena! Simples assim!
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